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Nota sobre Álvaro de Campos e áudio de Opiário
Álvaro de Campos (1890 – 1935), autor de “Saudação a Walt Whitman“, é um dos heterônimos de Fernando Pessoa que eu mais gosto. Na verdade, eu pouco li do Bernardo Soares, do Ricardo Reis e do Alberto Caeiro (embora seja uma vergonha para um poeta, admito essa minha omissão literária! Mas convenhamos, o Campos é o Mestre de todos os outros “eus” pessoanos!). E compartilho com ele a predileção por Whitman!
ODA A WALT WHITMAN, de Garcia Lorca, musicada por Patxi Andión
Federico García Lorca (1898 – 1936), poeta e dramaturgo espanhol, que foi assassinado durante a Guerra Civil Espanhola, escreveu a Oda a Walt Whitman em 1933, do livro Poeta Em Nova Yorque, publicado em 1940. Patxi Andión, cantor, músico e ator espanhol, musicou o poema de Garcia Lorca. Ouçam esta peça e acompanhem pelo poema abaixo, no original. Para ler o poema numa tradução livre para o português, feita por Leonardo de Magalhaens, cliquem aqui.
Sobre a Canção de Mim Mesmo, de Walt Whitman
“Canção de Mim Mesmo” é o primeiro dos doze poemas da edição de 1855, cujo título geral é Folhas de Relva. Em 1856 foi intitulado “Poema de Walt Whitman, um Americano”. Nas edições posteriores ficou apenas “Walt Whitman”, até 1881, quando recebeu o título atual. Esse poema, iniciado nos anos de 1847-48, passou por muitas revisões e subdivisões até chegar à forma final, com 52 seções, numeradas, na edição de 1891-92. Esta é a canção do poeta, do seu “eu lírico”. É o seu canto pessoal, individual, personalista, embora ele apresente vários “eus”: o “eu” simples, o “Eu mesmo”, o “Eu real”, além de sua alma. O próprio poeta canta sua contradição neste poema, em que seu canto pessoal se mescla com o coletivo, num gesto de integração das partes num todo. Esta é a síntese entre as esferas individual e comunitária, os planos físico e espiritual, o corpo e a alma, num ato único de amor pela humanidade, sempre apontando para o divino em cada um.
Lançamento de Folhas de Relva na Internet!
Caros leitores,
tenho o imenso prazer de anunciar que finalmente criei um site para publicar a poesia de Walt Whitman, Folhas de Relva, de maneira gratuita, para todos os leitores lusófonos.
Sem Fantasia, com Maria Bethânia e Chico Buarque
A canção Sem Fantasia, do Chico Buarque, é um célebre diálogo de amor entre um homem e uma mulher, aqui cantada por ele e Maria Bethânia.
Ouça Chris Cooper declamando os últimos versos da Canção de Mim Mesmo, de Walt Whitman
Caetano é sempre divino e maravilhoso!
Depois de inserir Oh, Carol no Curso de Inglês Grátis, trago outra participação do Caetano Veloso na trilha sonora de Lisbela e o Prisioneiro, filme de Guel Arraes de 2003, que já vi várias vezes. O casal principal dessa estória romântica é feito por Selton Mello (que fez também Caramuru, Auto da Compadecida e Lavoura Arcaica, todos imperdíveis) e Débora Falabella, esta doçura encantadora de menina. Ela é simplesmente DEMAIS! Um anjo lindo. E para embalar o amor dessa dupla, Caetano gravou Você não me ensinou a te esquecer, do Fernando Mendes. Posso passar horas ouvindo essa canção. Derretam, corações apaixonados! Quem nunca rasgou o coração por amor não precisa nem clicar no play!

