16. Renascendo das Cinzas do Passado


Renascendo das Cinzas do Passado

Nosso passado é um defunto ao sol posto,

Velado no saguão da nossa mente.

Adiamos um enterro mais que urgente,

Conservando um cadáver decomposto.

Convido-lhe a fazer o funeral:

Empilhe sofrimento, raiva ou mágoas;

Toque fogo e que queime até o final

Esse monturo de emoções amargas.

As chamas vêm do fogo da alegria,

Avivadas pela brisa da escolha;

Das cinzas dessa fogueira-folia

Há de surgir um ser novinho em folha.

Esse ser é você sem saber que é,

Pois quem é se esquece logo que é ser,

Para renascer, de novo vir a ser,

Aquilo que se sonhou que se é.

Quem é, é em paz, e o amor aflora,

O perdão dissolve o ressentimento,

A vida vira um carnaval no agora,

Um voar pelas asas do momento.

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