“Canção de Mim Mesmo” é o primeiro dos doze poemas da edição de 1855, cujo título geral é Folhas de Relva. Em 1856 foi intitulado “Poema de Walt Whitman, um Americano”. Nas edições posteriores ficou apenas “Walt Whitman”, até 1881, quando recebeu o título atual. Esse poema, iniciado nos anos de 1847-48, passou por muitas revisões e subdivisões até chegar à forma final, com 52 seções, numeradas, na edição de 1891-92. Esta é a canção do poeta, do seu “eu lírico”. É o seu canto pessoal, individual, personalista, embora ele apresente vários “eus”: o “eu” simples, o “Eu mesmo”, o “Eu real”, além de sua alma. O próprio poeta canta sua contradição neste poema, em que seu canto pessoal se mescla com o coletivo, num gesto de integração das partes num todo. Esta é a síntese entre as esferas individual e comunitária, os planos físico e espiritual, o corpo e a alma, num ato único de amor pela humanidade, sempre apontando para o divino em cada um.
Sobre a Canção de Mim Mesmo, de Walt Whitman
Lançamento de Folhas de Relva na Internet!
Caros leitores,
tenho o imenso prazer de anunciar que finalmente criei um site para publicar a poesia de Walt Whitman, Folhas de Relva, de maneira gratuita, para todos os leitores lusófonos.
Ouça Chris Cooper declamando os últimos versos da Canção de Mim Mesmo, de Walt Whitman
Eis um belo vídeo, com o ator Chris Cooper recitando as últimas linhas da Canção de Mim Mesmo. Abaixo do vídeo, coloco a tradução desses versos. Mais versos de Whitman na página sobre Traduções Poéticas, no menu à direita.
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